dormi de rímel acordei de sombra

O tempo e as jabuticabas

Publicado por: Rafaela Ferrari Kley em: dezembro 4, 2009

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio. Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que, apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de ‘confrontação’ onde ‘tiramos fatos a limpo’. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: ‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa!… Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão-somente andar ao lado do que é justo. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.

Publicado por: Rafaela Ferrari Kley em: setembro 30, 2009

Estudiosos dizem que o medo te paraliza. Esse é apenas um lado da moeda.
O outro lado é quando esse medo, te dá tanto medo, que gera uma força para seguir em frente, para superar o medo. Estranho não é mesmo?
Quantas vezes quando crianças não gritamos por nossas mães, com medo do escuro e ela prontamente veio nos socorrer, mesmo que ela soubesse que ali não houvesse nada além da nossa imaginação. Hoje você vê que é algo bobo, e daqui a vinte anos verá que seus medos e fraquezas de hoje serão apenas um grão de areia.

O medo nos leva a maturidade, o medo nos faz crescer. Nos faz sermos mais cuidadosos com os obstáculos que nos colocaram a frente, não significa que não vamos cair, sim iremos cair mais ‘x’ vezes e crescer mil metros como pessoa. E ai então, chegará um ponto que será difícil nos derrubar. Mas não impossível. Então cuide-se sempre, pois você é o seu bem mais precioso e o bem mais precioso de algumas pessoas também.

Quantas vezes você não gritou por ajuda, quando chorava apenas com um joelho ralado? E ninguém veio te ajudar? Então você tomou forças, enxugou as lágrimas e caminhou até sua casa. Hoje aquela dor não é nada. Quantas vezes você não teve seu coração partido? E não havia nada que lhe alegrasse, nada que o ajudasse? Não havia amigos que o bastavam, quantas vezes quis gritar mais teve medo de todos pensarem que aquilo era um drama de adolescente? Hoje você vê que aquilo foi aviso, para tomar cuidado com as pessoas que você coloca em seu coração.

Quantas vezes você conheceu pessoas novas e teve medo de pegar intimidade com medo delas te abandonarem sem motivo assim como outras já fizeram? E quantas oportunidades você já perdeu com isso? Quantas pessoas eram realmente especiais? E só queriam uma chance para te mostrarem que o mundo ainda é bom.

E quase sempre quando sentimos medo, se você for muito sortudo e sua vida for realmente muito boa com você ela se encarregará de colocar uma pessoa, aquela que você nunca imaginou que faria alto por você, ela segurará tua mão e dirá: – Você não está sozinho.

Um conselho. Tenha um pouco de medo, um pouco de cuidado, mais não deixe de viver sua vida por causa do medo, das dores, decepções que a vida vai lhe trazer. Tenha cuidado com as pessoas, elas podem ser cruéis, mais não significa que não existam milhões de pessoas que apenas querem ver você sorrir. Eu abri meu coração novamente e sei que não vou me arrepender disso, mesmo que acabe daqui a algum tempo. Pelo menos eu terei na minha consciência que eu tentei e continuarei tentando. Eu finalmente me libertei de tudo que me fazia mal, o passado, está lá atrás e eu agora só olho pra frente. (E vejo nós dois, andando por uma praia no final da tarde)

Ps: Dizem que amar alguém é isso não é mesmo? Olhar para a pessoa e ver todo o seu futuro ali, parado na sua frente olhando em seus olhos. Eu vi.

Publicado por: Rafaela Ferrari Kley em: setembro 28, 2009

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com péssimo humor…permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, viaje comigo depois de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu não saio em conta, você gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre, eu também gosto de ser contrariada. Segure minha mão quando eu chorar. Seja mais forte que eu e menos altruísta! Se vista bem… não use o sapato combinando com o cinto, gosto de camisa pólo para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por semana, sou movida a emoção, mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca … Goste de música e principalmente de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família… isso a gente vê depois … se calhar … Deixa tu dirigir o meu carro, que eu amo e morro de ciúmes. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos … me faça massagem nas costas. Fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar … experimente me amar!

 

(Adaptação)(Martha Medeiros))

changes, thanks god

Publicado por: Rafaela Ferrari Kley em: setembro 18, 2009

03:38 AM, já trabalhei, não estudei, cozinhei, limpei, discuti, pensei, tentei ligar, fiz piadas, ri, fumei, fumei, fumei, não bebi. Transformação profunda é mais do que a mudança de circunstância da vida. Ela se realiza em nosso coração e em nossa alma. É um despertar do sono da inconsciência. Para isso não é necessário mudar de lugar. Precisa-se apenas estar aberto para que possa ocorrer. Quando seguimos o fluxo da energia e da força vital, a transformação acontece como que por si mesma. No entanto, não há receita de como fazer para se abrir. Não é uma resolução do racional. A transformação pode ser iniciada por um acontecimento externo, mas, fundamentalmente, ela se concretiza na consciência.
A verdadeira mudança vem de dentro. Quando permitimos à energia fluir livremente através de nós, ela pode dissolver velhos hábitos de pensamento, bloqueios e obstáculos. De repente, um dia se foram.
No entanto, a energia não se rege pelo nosso tempo linear. Principalmente não, quando queremos algo com muita urgência. Pode levar três dias, muitos anos ou várias vidas para que determinado padrão se dissolva
Nada para o que eu ainda não esteja realmente preparada se manifestará. Disposição e dedicação interior, o momento certo(num sentido universal) e o recurso certo formam o ponto de corte que possibilita a cura plena. Quando tudo se ajusta, são liberadas energias explosivas. Estes são os momentos em que ocorrem curas milagrosas ou a iluminação. Não é agindo de forma diferente que nos modificamos. Mudamos, quando nos entregamos totalmente às nossas experiências, participando conscientemente de tudo o que a vida nos revela.

Publicado por: Rafaela Ferrari Kley em: setembro 15, 2009

Eu andava tentando me preencher daquilo que só traz mais vazio.
Abastecendo-me do que desde o princípio eu sabia não fazer diferença nenhuma.
Tudo porque me deixei convencer que era melhor uma girafa no zoológico do que duas na África. E por algum tempo eu fui me desvencilhando da carapuça de sonhadora.
Deixando para trás o par de tênis surrado da cinderela, as meias coloridas da Alice e as tranças cheias de pontas duplas da Rapunzel. E pra quê?
Pra rasgar uma identidade, adequar-se a mulher do novo milênio…
Eu hoje, talvez só nesse exato meio-dia, estou me lixando para os avais que não recebi!
Lixando-me para todas essas malditas convenções que me mandam ser mais eu, ter mais amor próprio!
Aqui é tanto amor que tem pra próprio, pra próximo, semelhante, inimigo, alheio e pra uma micareta toda.
Desculpem- me os que não conseguem ver beleza na guerra! Mas eu prefiro tentar voar ao lado dos pássaros que estão no ar. Que me desafiam!
Antes mesmo de começar a deletar tais mãos e bocas, eu vou marcando o terreno do que nutre.
Destroe também; mas eu já disse que sinto o prazer na luta. Eu gosto dessas marcas e cicatrizes que provam que eu vivi.
E ninguém um dia poderá decifrar a minha próxima atitude. Trabalho em favor do meu coração. Desse inefável coração! Que incessantemente implora calor. Que pediu para que eu jamais me conformasse com simples trocas de favores. Com amizade, simpatia e comodidade.
Ele precisa de paixão para bombear todo o resto. E eu tô fazendo o que for preciso pelo frio na barriga.
Esquece o ciúme vai, que eu puxo a mala lá de cima outra vez.

Publicado por: Rafaela Ferrari Kley em: setembro 7, 2008

Parece um desamor.
Parece uma elucidação de tudo que era sentido, mas não deveria ser dito, dizem que o que os ouvidos não conhecem, também não dói ao coração.

Parece de fato um desamor, ou seria um amor que não existia?
Amores, dores, pormenores, cores. Às vezes palavras só não bastam, é preciso, do gesto ao fato. E depois que o fato acontece, não há palavras que fazem voltar o sentimento de conforto que era sentido antes.

E assim segue meu desamor total.
Adoro palavras, mas nem todas. Prefiro as úteis, já as inúteis, faço que não ouço, mas palavra mesmo que retine como um símbalo por dias e noites a fio, não há uma hora sequer que não lembre delas, são aquelas palavras que nunca se pensou em escutar. Palavras árduas, feias, parecem que não foram feitas pra caber em lugar algum. Essas palavras ainda conseguem piorar, quando se percebe que estão chegando aos ouvidos com sentimento. Essas infelizmente não há tempo em nós, não há borracha na mente, que possa aparar.

E o desamor ainda segue, alinhando tais palavras, de traz pra frente, embaralhando.
O que vem depois dele?
Seria um vazio?
E depois desse vácuo? Um vago?

 

 

 

 

 

relatos de um casamento

Publicado por: Rafaela Ferrari Kley em: agosto 28, 2008

 

Formalidades à parte, cerimônia e recepção impecáveis. Como em um casamento do núcleo do Manoel Carlos, tudo aparentemente normal.
Mas reza uma lenda, que após a meia noite, tudo vira abóbora.
Já passava pouco mais do dia seguinte, como num passe de mágica, sapatos e sandálias são arremessados, gravatas viram adorno na cabeça, vestidos se transformam em fantasia e jovens senhoras se transformam em piriguetes ou outra coisa qualquer – conforme a música.
Sempre achei que o mais interessante em casamento era o bolo, alias, como sempre uma fatia é pouco.

A Valsa’: Pra variar, ou não, o cara mais interessante era casado, família completa, mulher, filho… o kit todo.Confesso que não conseguia tirar os olhos dele, chegava a ser constrangedor, pra mim. E Ele? Retribuía, claro. O mais sacana era ele dançando com o que chamava de esposa e me olhando. Descaradamente e com um sorriso perverso.
No Happy End’: Voltei na minha carruagem, segurando firme os meus dois sapatos pra não correr o risco de algum desavisado achar.
Assisti algum filme da Bel Ami com um resto de vinho e a metade de um chocolate Hershey’s Dark Capuccino e vi como o prazer pode estar nas pequenas coisas. Me senti mais à vontade sendo eu mesma em uma sala escura, do que no meio de trezentas pessoas fazendo pose e gestos como uma figuração ridícula da vida real. E a vida? Uma festa. Onde todos carregam copos com uísque nas mãos. E todo mundo sai por aí dando goles nos drinques dos outros. E todo mundo dá, perdendo. E todo mundo rouba, ganhando.

time goes by, so slowly

Publicado por: Rafaela Ferrari Kley em: agosto 27, 2008

Um ano. Trezentos e sessenta e cinco dias. Uns passaram rápido, outros nem tanto. Houve aquele em que quis morrer, outro em que quis voltar e aquele que eu tive a certeza de que não tinha a menor chance. E tiveram, a maioria daqueles dias infindáveis que tu te tornou uma idéia fixa. As noites em claro. A resistência ao sono que foi ganhada pelo cansaço. Milhões de vezes me questionei: Onde foi que eu errei? Queria porque queria uma explicação, eu precisava entender. Repassava cada momento na minha cabeça, as vírgulas, os pontos, as entrelinhas, o subliminar e até o que eu pensei em dizer. Mesmo sabendo que “tudo” era dito entre nós. E éramos felizes do nosso jeito. Mas um belo dia passou…a dor, a raiva, a mágoa, e todo e qualquer resquício de sentimento, como uma nuvem escura. Então me dei conta que a culpa (houve culpado?) não foi minha, nem tua. É a natureza humano, o tesão, os desejos, a vontade que estava engavetada. Ainda hoje não aceito. Compreendo, mas não compartilho. Acho que nesses últimos doze meses que fiquei me boicotando, sabotando e negando uma verdade, a de que não queria que ninguém tomasse o seu lugar. E ninguém vai tomar, ninguém substitui ninguém, não é um jogo que se pode trocar os jogadores, a vida não é assim.  Sim, terás o teu lugar no espaço das boas lembranças, afinal foram muitas.E não é que esses dias, procurando algo que não lembro, achei uma anotação que ganhei de uma professora. Lembro que na época, e isso faz algum tempo, não havia entendido o que seria exatamente aquelas palavras quanto mais quem seria Clarice Lispector. Por segundos precisei de ar pra digerir tudo. Passou um filme na minha cabeça, de como nos conhecemos, do desenrolar e dos sentimentos que ficaram. Agora me dou conta que é isso mesmo. O coração é um músculo e cada vez que nos apaixonamos, mais fortalecido ele fica. Chegará um dia em que farei três séries de 15, tranqüilamente.E revendo os meus arquivos (internos), percebi o quão fico mais leve quando estou apaixonada, mas isso não depende só e exclusivamente de mim, inclui o outro. Me atrevo a revelar aqui que nunca estive tão apaixonada por mim, chega a ser até egoísta, mas amar por muitas vezes é egoísmo. E estas são as palavras de MM. Lispector, que compartilho com vocês. Que no passado fora uma lembrança e hoje serve como um mantra.

“Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio como plenitude.
Faça com que eu seja a tua amante humilde,
entrelaçada a ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de te amar,
sem odiar as tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar”.
Clarice Lispector

uma garota com um propósito

Publicado por: Rafaela Ferrari Kley em: agosto 24, 2008

Todo mundo devia tomar banho com mais alguém. Calma, eu estou falando de tomar banho, sabe, banho mesmo. “Imersão total ou parcial do corpo em água ou em outro líquido ou em qualquer gás.”

Sério, banho devia ser uma atividade coletiva como futebol. Água corrente, sabonete, esponja, sais de banho e o que mais você tiver para deixar braços, joelhos e outras partes mais cheirosas. Aliás, não só mais cheirosas. Responde pra mim, mas responde de verdade. Você lavou atrás das orelhas hoje?

Estou falando sério, todos nós estamos sempre correndo, atrasados e apressados para nossos deveres diários e também quase ninguém tem uma banheira igual a da Oprah, ou tomam banhos turcos com tanta freqüência quanto checam os e-mails, está vendo? Tudo era mais fácil quando mamãe chacoalhava sua cabeça com o xampu da Johnson & Johnson.

E querem saber? Também acho que devíamos socializar as banheiras. Revolução! Quantos milhões de quilos de sais de banho e coraçõezinhos de óleo de gel você estima que já gastou e ganhou? Eu já…vários! E confesso que já dei vários presentes que tinham coisinhas assim junto, fazer o que, é um carma universal, assim como as meias.

Acompanha comigo: água, ensaboa, coloca o xampu, lava o rosto com sabonete anti-acne, coloca o condicionador, esfrega, passa o gel da Gucci pra ficar com cheiro bom, tira tudo e…ops! Está atrasado de novo, e aí, você lavou atrás do pescoço? Que nada e também oh, daqui a pouco você acaba com a água do planeta sozinho.

em se tratando de sexo realmente vale tudo?

Publicado por: Rafaela Ferrari Kley em: agosto 23, 2008

A famosa frase: “Se não lembro não fiz”, se aplica na maiora das vezes aquelas ressacas horrorosas que a maiora de nós teve com Natasha e/ou suas irmãs baratas e os sucos Clight da vida. Não que seja comprovado cientificamennte que a vodka realmente, causa grandes lacunas na sua memória, ou pelo menos se isso foi comprovado eu perdi o dia em que o Fantástico aterrorizou a classe média mostrando que a vodka pode dar um control + del na sua memória. Mas verdade seja feita, eu realmente tenho lembranças de não ter lembranças, após ter tomado grandes quantidades do destilado de batata. Mas e o sexo?

Será mesmo verdade que alguém consiga simplesmente não se lembrar se transou ou não? Existe mesmo o mitíco black-out pós-sexo, ou será essa mais uma lenda urbana?
É óbvio que alguma vezes tudo que se pode querer na vida é esquecer uma transa horrível, mas querer não é poder né amiga. Tá bom que a bebida ajuda a esquecer, mas transar e beber pra esquecer é como fazer uma tatuagem e colocar um band-aid por cima não?

Aos 15 os hormônios controlavam todos os seus pensamentos impuros e dar uns beijos escondidos eram a opção. Aos quase 30 espera-se que outras coisas também façam parte da sua cabeça, mas é claro que os pensamentos, agora já não tão impuros, permanecem lá e ninguém mais se importa se a troca de beijos não é tão escondida assim. Afinal, ser sexualmente bem resolvida não é mais problema desde os anos 60, então por que muitas meninas sofrem do black-out pós-sexo? Será que uma transa ruim pode apagar sua memória?

“Minha filha, não seja fácil ou todo mundo vai falar de você.” Conselhos da vizinha fofoqueira ainda surtem efeito em você? Vem de uma família tradicional? Estudou em colégio de freira?

Não é questão de marcar na parede, como os prisionerios, mas também não diria na sala do dentista que sou a Britney na fase Disney Club. A questão é, se no sexo realmente vale tudo, se já somos adultos e pagamos os nossos terapeutas, se não temos mais medo de ficar faladas na vizinhança, então vale mesmo mentir e omitir pra manter o placar baixo?

O que todo bom bartender sempre diz é que a ressaca passa e que o importante é um dia a gente aprende a beber e descobre quando parar. Mas até lá, Blood Mary ou Gatorade de Frutas Cítricas realmente ajudam a acabar com a ressaca.

 

 


    • JONATHAN TATÁ: muito bom!!!! huahuahu
    • CarolBorgmann: Nossa disse tudo e mais um pouco, adoreiiii, mulheres são pra amar não pra entender!!!!!
    • Jean: Legal o teu site, juro que não sabia de teu lado observador de "a vida como ela é..."! bjos Lay beside me... Tell me that they've done Speak

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